Filipe Marques

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Desporto

Sobre mim


Existem aqueles que não gostam. Pronto, não gostam de desporto e gostos não de discutem, mas... se me for permitida a opinião... fazem mal. Importa aqui referir aquilo a que chamamos "desporto". Apesar de todos nós sabermos o que isso é, temos o desporto a, digamos, 4 níveis:

- O desporto de competição pago principescamente, tal como a formula 1, o golfe, o ténis e o futebol (algum), entre outros.

- Existe o desporto de alta competição, mas que devido ao facto de não ser mediático, tem um apoio vergonhoso dos organismos oficiais respectivos. É frequente verem-se os nossos dirigentes a oferecerem um ou outro apoio, mas já na fase em que os atletas (falo dos nossos, os portugueses) já são campeões mundiais, ou pelo menos já ganharam algumas medalhas. Temos como exemplo, o atletismo, o triatlo e o judo. Honestamente, fariam (eles, os nossos dirigentes) melhor em não aparecerem sequer. Pelo menos não nos fariam sentir vergonha deles ao ouvirmos as suas promessas vãs, ou até mesmo de os vermos "vomitar" demagogia barata.

- Depois temos os Paraolímpicos, onde temos em algumas modalidades, dos melhores e mais medalhados atletas do mundo. Apoios, a sério, para estes portugueses, nem é bom falar. Se isso der mais alguns votos nas próximas eleições, então lá se dá uma cadeirita de rodas ou outra "esmola" qualquer, que sempre fica bem e o povo português tem memória mais curta do que aquilo que seria desejável. Mas a culpa é nossa, pois somos nós que os elegemos e apesar de sabermos que numa grande percentagem a nossa classe política não presta, continuamos a votar nos mesmos.

- Finalmente temos o chamado desporto de manutenção. É nesta vertente que devemos apostar; isto porque está provado que a alta competição é prejudicial ao nosso corpo. O esforço exagerado pode, e já provocou a morte algumas vezes, mesmo em grandes atletas. Por outro lado, enquanto que no passado, os músculos eram obtidos só com trabalho, nos dias de hoje não deve haver modalidade nenhuma em que os famosos esteróides não façam parte da dieta recomendada.


Por todas estas razões e mais algumas, não há nada como praticar desporto por desporto, ou seja, por puro e simples prazer. No meu caso em particular, nunca fui fadado para o desporto - mas sou muito esforçado. Comecei por fazer patinagem (durou pouco, era monótono), seguiu-se o tiro com arco (interessante, mas também monótono) e finalmente o judo. Importa referir que apanhei muita pancada, mas também dei bastante. Enfim, por lá andei durante muitos anos e ainda o considero um desporto muito giro, mesmo apesar de nunca me ter destacado como atleta. Recentemente, como já referi anteriormente, voltei a praticar Judo no Judo Clube de Portugal, onde me juntei a um grupo giríssimo de judocas com mais de 40 anos e que têm realmente prazer naquelas aulas. O horário de funcionamento é pouco ortodoxo uma vez que as aulas são das 07.00 H às 08.00 H. Bela maneira de começar o dia, não acham? Para quem não gosta de se levantar cedo, restam-lhe sempre os ginásios - perdão, os Health Clubs - para ir gastando algumas calorias.

Mas não faz mal. O que importa é mexer-se, manter-se activo e fazer algo pela sua saúde; fazer algo saudável, como é evidente, faz com que umas belas cervejolas e uns camarões não façam parte deste filme ... mas fazem parte de uma outra vertente também importante. O truque é provar de (quase) tudo, mas com moderação. A propósito, não fume. Apesar de alguns defensores dos direitos a este prazer que é o tabaco não o admitirem, fumar constitui a mais evidente manifestação de falta do correcto funcionamento das nossas "pequenas células cinzentas" (como diz o meu amigo Poirot). Eu também já fumei e sei do que falo. Já agora, não abuse do álcool. Um vinho tinto de qualidade já se encontra nos hipermercados e, quando consumido com moderação até faz bem, imagine-se (dito por alguns médicos). Note, por moderação entenda-se um copo às refeições. Agora, por favor, não comece a almoçar e a jantar umas trinta vezes por dia, OK?

- Existe, contudo, um conjunto de outros desportos que eu vou praticando de vez em quando e quando posso:

  • Ando a tentar aprender surf. Ainda estou um pouco na fase em que a prancha está por cima e eu por baixo. Tenho a sensação que as coisas devem ser ao contrário. Mas não importa. O que realmente é importante é que este pessoal do surf é, na generalidade, tudo "boa onda", é malta saudável e divertimo-nos bastante nas ondas. Outra vantagem: o surf é bom é no inverno; existem mais ondas, as ondas são maiores e fundamentalmente, saímos de casa e não nos vamos enfiar num centro comercial qualquer ou num cinema ou ainda em casa porque está a chover. O surf com chuva também tem piada e com um fato apropriado (como é lógico), não temos frio significativo. E ainda temos a praia só para nós e estamos a respirar um ar puro e estamos a fazer exercício e sentimo-nos livres e tantas outras coisas e... tudo o resto.


  • Outra coisa fantástica e da qual já tenho alguma experiência é o mergulho com garrafa. É simplesmente fabuloso. Tirei o meu curso nas ilhas Phi-Phi, na Tailândia, o que equivale a dizer que foi um curso para turista e por isso pouco exigente. Felizmente tenho já alguns mergulhos e sempre me senti bastante à vontade dentro de água. É claro que mergulhar na Tailândia é diferente de mergulhar em Portugal. Acerca de mergulho em Portugal, estou virgem, muito embora tenha já planos para tirar um curso avançado; aqui na zona de Lisboa existem uma série de clubes onde esses cursos podem ser feitos. Depois é só mergulhar. A grande piada do mergulho prende-se com o espaço que nos envolve. Aquele não é o nosso habitat, é dos peixes e de outros tipos de criaturas que respira dentro de água. A beleza é podermos, sem perturbar o equilíbrio desse habitat, presenciar, observar e movermo-nos também "como eles". É um mundo à parte. Para quem tenha interesse, na internet aparecem um grande número de clubes de mergulho, nos quais se podem licenciar para mergulho. Outra vantagem: também se mergulha no inverno. Existem inclusivamente mergulhadores que defendem a tese de que no inverso existe maior visibilidade pelo facto de não haver tanto plâncton em suspensão. Mas atenção, mergulhar é algo muito sério; se não se obedecerem a certas regras de segurança, podemos morrer com a maior das facilidades. Outra coisa: NUNCA mergulhe sozinho.


Para quem isto tudo for demasiado radical, têm sempre a corrida ao ar livre, a caminhada, as bicicletas de todo o terreno, o campismo, a pesca e sei lá mais o quê. Não interessa o que fizer, faça é alguma coisa, pela sua saúde (lá vai mais um plágio).



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