Filipe Marques

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Do que eu gosto

Sobre mim


"De quem eu gosto, nem às paredes confesso" ... Não, não é nada disso. O que aqui se vai falar é "Do que eu gosto". De quem eu gosto é basicamente da minha família, dos meus amigos e das pessoas que gostam das outras pessoas.

Mas adiante. Basicamente gosto de quase tudo. Sou aquilo que na gíria popular se designa como tendo "boa boca". Gosto de muitas coisas desde, música, leitura, desporto e de conversar, entre tantas outras. Correndo o risco de ser considerado um pouco "fala barato", arrisco em afirmar que gosto de uma boa conversa, e quanto mais polémica melhor. Como sei pouco de muitas coisas, é fácil entusiasmar-me muito, com pouca coisa. Mas sou um curioso, o que faz de mim um potencial conhecedor de coisas, tenham elas importância ou não ... para mim têm. Só tenho que arranjar uns fulanos que alinhem nestas conversas comigo. Não digo falar, digo conversar se me faço entender.
De entre outras coisas que faço, sou também professor de Física em tempo parcial na Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa. Honestamente, gosto de ensinar ... e também de aprender, porque é pobre quem pensa que nada se aprende com os alunos. Aprende-se física quando eles têm dúvidas e temos que fazer um esforço suplementar para nos fazermos entender. Ou quando temos que estudar mais sobre o assunto, ou ainda quando se tem que explicar melhor e de forma um pouco diferente, o assunto em questão; muitas vezes é somente quando nos colocam as questões, que se faz luz no nosso espírito. Em último caso, aprende-se com os alunos o que é ser-se novamente jovem. E isso é muito bom. Se tivermos a sorte dos alunos gostarem de nós, então isso é ainda melhor. Para mim ensinar é isto tudo, mas é também ter a consciência que estamos a formá-los, que estamos a contribuir para que eles venham a ser seres que sabem pensar e que irão fazer coisas boas no futuro.

Infelizmente, temos "circunstâncias" que conspiram contra nós (alunos e professores); são elas as reformas do ensino, ou melhor, as reformas no ensino. Os digníssimos cavalheiros que alteram, ou melhor, renomeiam sem nada mudarem, os conteúdos e orientações programáticas escolares, são os (únicos) culpados do "estado da Nação" escolar - isto na minha opinião. São eles os responsáveis pela quase total ignorância da grande generalidade dos alunos que nos chegam ao ensino superior (como é evidente, falo unicamente daqueles alunos que me chegam às mãos). Mas a culpa também é dos alunos, embora estes não gozem dessa exclusividade; a culpa é também nossa, dos professores, pois muitos de nós permitem que exista um sistema que está feito com base num receituário, o que implica que não se ensinem os alunos a pensar, somente a decorar. Consequência: ou eles decoram ou eles copiam, mas fazer os meninos pensar, isso não. Outro (enorme) culpado, são as chamadas "Comissões de papás". Embora haja algumas excelentes excepções, na grande maioria dos casos, os paizinhos não se preocupam com a evolução dos seus filhinhos enquanto alunos. À partida a culpa é dos professores que não têm competência e são desinteressados - assunto arrumado. Portanto, vamos lá julgá-los e ficaremos, enquanto pais, com a nossa consciência tranquila. Um exemplo desta novela foi a famosa avaliação dos professores por parte também dos paizinhos. Que palhaçada. Honestamente não sei se isso vai para a frente, mas, pelo bem do ensino, espero bem que não. Ah, é verdade: pelos vistos ninguém se preocupa que um professor do ensino secundário tenha que palmilhar o País durante alguns anos até conseguir efectivar numa escola, ou que num dado ano não tenha colocação, ou ainda que não tenha direito a subsídio de desemprego. Obviamente digo o que digo, com base nos relatos de amigos e conhecidos, professores do ensino secundário. Eu já os apanho no Ensino Superior e acabo por ter de "eliminar" (algumas) lacunas que eles trazem do Secundário. Sem esta operação, arrisco-me a que os petizes não entendam nada do que tenho que lhes ensinar ... e a física não é "pêra doce".

MAS, existem também as excepções. Se temos alunos que nada sabem e que por nada se interessam, também temos excelentes garotos, extremamente inteligentes, dedicados e argutos. Temos todos é que trabalhar no sentido de que os outros alunos também consigam atingir estes níveis de excelência. Mas isso parece-me um pouco difícil. As políticas governamentais nestas áreas são desastrosas, independentemente do partido que as toma. O que se compreende pois, as eleições são de 4 em 4 anos e uma reforma de fundo demoraria muitos períodos legislativos e "eles" querem é ser reeleitos, o que só conseguem com manobras de charme e medidas popularuchas, mas não com trabalho sério, pois nesta área as coisas demoram o seu tempo a atingir a velocidade cruzeiro desejada. Mas cada povo tem os dirigentes que merece. Não esqueçam que somos nós que os colocamos lá. O problema é que feito isso, somos incapazes de os tirar de lá, pelo menos, em tempo útil.


Outro assunto, bem mais agradável:
Música. Gosto de música, mas contrariamente ao tema do ensino, não sou fundamentalista. Gosto de (quase) tudo um pouco. E gostar-se de música é meio caminho andado para se gostar das coisas boas da vida e, por conseguinte, da própria vida. Não interessa nesta fase enumerar os géneros musicais e os agrupamentos de que eu gosto; importa sim, reter que a música, desde os primórdios dos tempos, faz parte da nossa existência. Existem inclusivamente empresas que aumentaram a produção dos seus funcionários, colocando nos locais de trabalho, música ambiente durante as horas de expediente. Mais à frente regressaremos ao tema da música.


Outro tema importante para mim:
- O desporto. Verdadeiramente nunca tive jeito para desporto. Fiz Judo durante imensos anos e fartei-me de dar e sobretudo de apanhar pancada da séria. Mas fez-me bem. Recentemente voltei às aulas de Judo. No Judo Clube de Portugal, têm lugar às segundas, quartas e sextas das 07.00 H às 08.00 H, aulas para aqueles que não têm mais nenhum tempo disponível. A aula tem uma predominância etária em média superior aos 40 anos, mas desenganem-se aqueles que pensam que este pessoal já não se mexe bem. São quase tudo cintos negros e que, como alguém referiu, são sobretudo um grupo de amigos que se junta para fazer Judo. Eu sei que levantar cedo é duro, mas garanto-vos que começar logo de manhã com uma actividade física, é meio caminho andado para uma boa disposição que perdura o dia todo; para além de que nos tornamos mais produtivos no nosso trabalho. Para quem não tem esta disponibilidade, ou não gosta de se levantar tão cedo, existem sempre estes Health Clubs (que crescem como cogumelos) onde podemos perder algum peso e manter as articulações e músculos lubrificados, com a vantagem de funcionarem das 7 da manhã às 10 da noite (para além de que está na moda e assim não teremos que fazer psicoterapia devido a sentimentos de exclusão social. Ahh, é verdade, a psicoterapia também está na moda).


Sobre cinema também poderia dizer algumas coisas. Tal como na música, também no cinema se encontram bons e maus filmes. Mas há um truque que funciona comigo: nunca ligo às opiniões dos críticos de cinema. As suas opiniões são demasiado elaboradas para um tipo simples como eu. Tal como na música, também nos filmes, ou a mensagem me toca ou não. Apesar de dar preferência a boas histórias de mistério, das quais sou grande apreciador, permitam-me opinar num regime diferente; vejam "Dead Poets' Society" com Robin Williams e "A casa do Lago", com a dupla Henry e Jane Fonda. Vão gostar, quase de certeza. Mas, por amor de Deus, não habituem os vossos filhos ao (muito) esterco americano onde, os bonzinhos matam indiscriminadamente os mauzões, sempre em nome da liberdade e da justiça. Para demagogia já nos basta(m) o(s) nosso(s) governante(s).

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