Filipe Marques

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Música

Sobre mim


Desde os tempos mais remotos que os seres humanos e a música andam de mãos dadas. Inicialmente os instrumentos musicais eram bastante rudimentares e sobretudo de percussão. Note que ainda existem povos (algumas tribos africanas, por exemplo) que usam a percussão como forma de fazer música.
Mais tarde foram aparecendo os instrumentos de cordas e de sopro (não sei bem quando nem por que ordem), que foram evoluindo até aos nossos dias, chegando ao ponto de que para se fazer musica nos basta um simples computador. Enfim, tudo isto para referir que os seres humanos têm necessidade da existência de música nas suas vidas.

Desde pequeno que as minhas manhãs começavam ao som do rádio, o que coincidia com a azáfama das entradas e saídas no quarto de banho, com o meu pai a preparar-se para ir trabalhar, a minha mãe já atarefada com os pequenos almoços da família e nós (eu e a minha irmã), embora ainda um pouco ensonados, igualmente a prepararmo-nos para as aulas. A música começou desta forma a fazer parte do meu quotidiano, embora ainda sem preferências definidas. Foi só a partir dos Abba (penso eu), que comecei a seleccionar o que ouvir.

Na década de 70, um primo meu decidiu vender-me (ou eu decidi comprar-lhe) uma cassete cujo título era "Speak to me". Mal eu sabia que aquela cassete era um excerto do famosíssimo "The dark side of the moon", talvez o mais emblemático álbum dos Pink Floyd (na figura, ainda jovens) e no meu ponto de vista, a melhor banda do século XX; mas só no meu ponto de vista. Daí até "descobrir" os outros álbuns já editados e acompanhar as novas obras, foi um tirinho, passe a expressão. Infelizmente aqueles cabeçudos decidiram zangar-se e a dupla Gilmour e Waters lá se separou. Depois disso, ainda no meu ponto de vista, a qualidade desceu um pouco. Neste caso, a genialidade andava de mãos dadas.


É obvio que o universo musical contemporâneo tem inúmeras outros agrupamentos dignos de serem ouvidos. No que me toca, ouço desde Camel, Bowie, Led Zeppelin, Stones, Supertramp, Queen, Genesis, Triumvirat, Kraftwerk, Deep Purple, Iron Maiden, Depeche Mode, Iggy Pop, Jean-Michel Jarre, Beatles, Abba (sim senhor, Abba), Rammstein, Stranglers, Moonspell, etc, etc, etc; e gosto de todos; mas nenhum destes tem a magia e a criatividade dos Pink Floyd. Ouçam "Atom Heart Mother" e "Meddle", ouçam bem e entendem aquilo a que me estou a referir. De cada vez que os escutarem, descobrirão coisas novas. Ahh, é verdade, já me estava a esquecer! Já ouviram falar de "Jesus Christ Superstar"? É simplesmente fabulosa esta obra the Andrew Lloyd Webber.
Até então a obra prima das sonoridades musicais, a música clássica, era ainda algo desconhecido para mim. E assim permaneceu até à minha entrada na Universidade. Mas como é evidente, quem não ouve música clássica não sabe o que é música (sempre do meu ponto de vista).

Foi já na Universidade que uma colega de curso, possuidora (na altura) de gostos mais requintados que os meus, me despertou para a música clássica através da obra "As quatro estações" de António Vivaldi. Daí até chegar a Beethoven e a Mozart, foi só uma questão de tempo (curto) e de oportunidade. Actualmente a música clássica constitui mais de 50% das minhas preferências musicais, possuindo ainda a vantagem de haver imenso para descobrir; sim, que isto da música clássica, passa obrigatoriamente por uma fase de aprendizagem e aperfeiçoamento auditivo, além de uma busca constante de novas sonoridades.

Não sendo diferente da maioria, tenho em Wolfgang Amadeus Mozart (na figura), a personificação da genialidade. Gosto de tudo o que já ouvi dele, mas vêm-me as lágrimas aos olhos ao ouvir o "Requiem", com Herbert Von Karajan a dirigir, como não podia deixar de ser. Esta obra é um nunca mais acabar de emoções e comoções, descobrindo-se sempre algo novo de cada vez que se ouve.

Desde Beethoven com a sua fabulosa "9ª sinfonia", até Bach com o "Evangelho segundo S. João", passando por Vivaldi e pelo seu "Glória", até Chopin, há ainda tantos outros com tantas obras que as vidas todas não são suficientes para os ouvirmos a todos.

Apesar de considerar Mozart como "O Mestre", considero existirem (ou terem existido, para ser mais correcto cronologicamente) uma panóplia de outros compositores que nos brindaram com obras fantásticas de uma riqueza musical incomensurável. Desde cedo senti grande atracção pelas grandes sinfonias, pelas missas, pelas obras sacras em geral, etc., mas muito pouco pelas óperas e bailados (excepção seja feita à "Flauta Mágica" de Mozart, ao "Quebra-Nozes" de Tchaikovsky e a um ou outro mais). Apesar disso, sei reconhecer e apreciar a grandiosidade das vozes de uma Maria Callas, de uma Barbara Hendricks ou ainda de uma Anna Tomowa.

Também destes clássicos, muitos há que não foram aqui referidos. Mas eles estão , é só procurar. Comece por ir às grandes superfícies onde existem mega lojas de música (aqui não se faz publicidade à FNAC, não senhor) e vá experimentando ouvir alguns compositores clássicos. Quando um lhe "tocar" fundo, compre-o e vá para casa ouvi-lo. Depois disso é só continuar a procurar, que seguramente vai encontrar. Começará a descobrir outras sensações; e vai sentir-se bem.

Na grande generalidade dos casos, gosta-se da música que diz algo aos nossos sentidos, quer através de um ritmo, de uma batida especial, de uma variação de ritmo, mas raros são aquelas que nos comovem, que nos fazem tremer, que nos fazem chorar. Estas características são, na minha opinião, da exclusividade das obras de autores clássicos. Experimente ouvir o "Requiem" de Mozart, ou o "Evangelho segundo S. João" de Bach, para poder entender o que aqui digo.

Os gostos não se discutem, mas educam-se, melhoram-se, descobrem-se. É impressionante o que se pode descobrir só através de 1 dos nossos 5 sentidos: a audição.

Agora vá, vá lá ouvir (mas ouvir mesmo) música.

 
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