Filipe Marques

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O que eu sou

Sobre mim


Sou basicamente um crente. Um crente nas pessoas em geral, mas também em muitas outras coisas. Mas as minhas crenças são um assunto pessoal. Afirmo isto, tentando não parecer grosseiro, porque tenho uma certeza - o que os outros não souberem não me pode prejudicar. Conhecem a história do passarinho que caiu do ninho? - Não? - Então lá vai:

- Era uma vez (é estúpido, mas todas as histórias começam da mesma maneira) um passarinho que se encontrava sozinho no ninho, pois a mamã tinha ido buscar comidinha. Bom, como a mãe (do passarinho, claro) deve ter feito um desvio para ir ver umas montras ou fazer umas compritas no centro comercial lá da zona, passou a hora do almoço do pequenito e este com fome e com frio (os dias estavam frescos), começa a piar e acaba por cair do ninho. Já cá em baixo, com a fome e o frio a apertar, o pequerrucho piava ainda mais alto. Uma vaca que ia a passar, vendo o pobre infeliz, decide pôr-lhe uma bosta (de vaca, claro) em cima, para que pelo menos o baixinho não tivesse frio. Durante uns largos minutos o petiz ficou confortável e deixou de piar. O problema surgiu quando a bosta (a mesma de há bocado) arrefeceu. Aí, o fulaninho começou a piar de novo. Uma raposa que por ali passava, ouvindo piar, seguiu o som e esgaravatando na bosta, descobriu o infeliz e comeu-o.

Moral da história
: Nem todos os que te põem na merda te querem mal e nem todos os que de lá te tiram, te querem bem. Por isso, quando estiveres na merda, não pies.

Mas nem sempre fui um crente; melhor, fui oscilando ao sabor dos ventos da vida. Tive os ventos da gloriosa Coimbra universitária de outros tempos, pois a de hoje já está demasiado descaracterizada. Os miúdos de hoje são muito individualistas e só pensam na competição (des)leal (pelo menos esta é a minha opinião).

No meu tempo, em Coimbra, terra de fantástica vida académica (leia-se vida mundana), as tentações eram constantes e desde a Associação Académica de Coimbra, o Judo, as festas e os amigos e passando também pelo tempo dedicado às obrigações escolares, não sobrava tempo para mais nada. O ser-se jovem, geralmente, implica que não se pensa ainda com objectividade, sendo frequente não saber o que se quer realmente da vida, ou melhor ainda, o que nela realmente importa.

- Terminado o Curso, fui Assistente Estagiário no Departamento de Física da Universidade da Beira Interior, até 1993 (mas isso já tinha dito antes).

Já em Lisboa, apercebi-me de uma triste realidade. Salvo raras e honrosas excepções, todos se estão nas tintas para todos. Felizmente conservo alguns amigos de faculdade e fui fazendo outros, que não estão no cesto dos indesejáveis. Mas, verdadeiramente amigos, daqueles que dariam a vida (a vida, sim senhor) por mim, só tenho dois - os meus Pais.

Bem, lá fui amadurecendo as poucos e reiniciei o meu "caminho", embora ainda não saiba bem onde vou parar e quanto tempo demorarei a atingir o meu objectivo. Só sei uma coisa: ser-se bonzinho é muito mais difícil do que ser um tipo egoísta e sem quaisquer escrúpulos. Ser bonzinho não é ser-se fraco e desprovido de carácter, é sobretudo ter a capacidade de optar por servir e não por ser servido. Mas que sei eu? Não pretendo converter ninguém nem tão pouco dar lições de "Moral", mas para mim as coisas só fazem sentido se se conseguir viver bem e pacificamente a vida, de preferência sem atropelos de ambas as partes.

Sinto que devo desfazer uma dúvida que seguramente já vos assolou. Devem com certeza estar a pensar que, ou eu sou maluco (tem dias) ou um ingénuo assumido. Nada disso..., sou somente um livre pensador, alguém que não crê logo às primeiras impressões (contesto tudo) e que também não faz juízos de valores precipitadamente.
Não sei por onde vou, mas já sei por onde seguramente não vou (que me perdoe José Régio por este pequeno plágio). Também não estou com isto a dizer que de repente vi a "Luz"; nada disso. Sou um tipo normal, com gostos normais. Continuo a gostar dos prazeres que esta vida me proporciona. Gosto de carros, motas, música, cinema, desporto, praia, montanha, passeio, jantaradas, telemóveis de última geração, cervejolas fresquinhas, o belo do vinho tinto alentejano,... e ainda muito mais. Por tudo isto, não sou "santo" - como pretendem ser alguns que conheço -, antes, sou um "pecador". Que me desculpe também Olavo Bilac e sua turma.

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